terça-feira, 30 de março de 2010

Mediocridade.

Não sei se é bem essa palavra que gostaria de usar pra definir os gritos que ouvi a instantes aqui do meu quarto.
Pensei comigo: "o Big Brother deve ter acabado.", e ri da minha própria piada...
Não era piada.
O programa havia mesmo acabado, e pessoas gritavam festejando a vitória de sei lá quem.
Mediocridade, em suas origens, estava associada a média, mediano.
Isso é, torcer em um programa desses é mais que mediocre, é... não sei o que é!
Só sei que não é mediocre!
Já pensou ouvir um grito desses após uma reportagem dizendo: "Acabamos de informar que os professores ganharam o aumento de salário devido"?
Ingênuo não é!?
Eu sei!
Mais pelo aumento ou pela torcida?

sexta-feira, 26 de março de 2010

Mensagem subliminar.


Vi isso em uma camiseta. Muito boa!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

TEORIA.

Nossa, faz tempo que não escrevo... mas quero deixar registrado a minha teoria sobre meu time do coração, o Palmeiras.
Como todos sabem, o grande técnico Murici Ramalho foi demitido hoje, e para seu lugar cogita-se Antonio Carlos, ex zagueiro do clube nos anos 90.
Sendo ele ou não o novo técnico, acho que será um técnico tampão.
Explico:
há algumas semanas, o Felipão deu entrevistas dizendo que no começo de 2011 voltaria para o Brasil, mais precisamente para São Paulo, com o objetivo de treinar um time da capital.
O Palmeiras tem, obviamente, uma forte ligação com este treinador, e não ficaria de fora dessa nova etapa da carreira do técnico campeão do mundo de 2002.
Assim sendo, precisam de alguém que faça um trabalho de mediano para bom até o final dessa temporada, para em seguida, contratarem o sonho-mor de todo palmeirense: o retorno do Felipão, campeão da Libertadores com o clube em 99.
Enfim, espero que minha teoria esteja certa, e que o Felipão não venha para treinar o Palmeiras na segunda divisão!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Conselhos escatológicos.

Você ja parou pra pensar na etimologia da palavra ENFEZADO?
É um adjetivo que siginifica ficar bravo, zangado...
OK.
Mas e a origem? A formação da palavra?
Não é difícil... Olha só:

EN_FEZADO
COM_FEZES

Uma pessoa enfezada é uma pessoa cheia de... BOSTA!!
Pois é... A palavra para designar uma pessoa cheia de bosta, na nossa língua, assumiu o significado de uma pessoa brava.
Ou seja, se você encontrar alguêm que esteja bravinho, estressadinho, de o melhor conselho, que é:
"VÁ CAGAR"!

Um exemplo...

Esta é a análise da imagem abaixo que fiz para um trabalho da faculdade.
Uma disciplina que tem por nome "Praticas escolares, contemporaneidade e Processos de Subjetivação."
Gostei do que escrevi. Resolvi postar aqui!
Simples assim.


Como reunir, digamos, dez mil anos de história em uma página?
Simples: esqueça qualquer forma de crítica histórica, utilize técnicas modernas de design gráfico, acrescido de uma pitada de futurologia. Eis os ingredientes para uma capa de um dos jogos para computador mais vendidos nos últimos tempos.
O documento escolhido é a parte da frente da capa do jogo Sid Mayer’s Civilization IV – Beyond the Sword, lançado em 2008. Não há tradução da capa para o português, prática comum entre o “mundo dos games”. Mas a imagem vinculada pelo jogo é a mesma no Brasil e no resto do mundo.
Em linhas gerais, temos uma montagem sequencial, em que várias imagens são dispostas ao longo de uma trilha de terra. Podemos dividir as imagens em dois blocos: um futurista logo no inicio, em primeiro plano; e, ao fundo, após certo vazio (que também é uma imagem), uma sequência de imagens de grandes monumentos construídos pelo homem. Estes últimos distribuídos de forma cronológica: dos mais antigos (á frente), para os contemporâneos (visíveis ao fundo).
O bloco futurista é composto por imagens de robôs e soldados com aparelhagens aparentemente inexistentes – um dos homens se destaca, pois veste uma roupa inteiramente preta e segura uma maleta que possui o símbolo de material radioativo. Este conjunto apresenta uma proposta do que eles imaginam poder ser o exército do futuro, isto é, pensam em quais as possibilidades de evolução dos conhecimentos da robótica, da bioengenharia, da química, da física poderão ser utilizados para a construção de armas de guerra mais eficientes, que causem menor número de perdas possíveis (robôs e super-soldados) e aumentem o número de baixas no adversário (armas químicas de destruição em massa).
Ao ocuparem o primeiro plano, temos a impressão de que o mais importante na capa do jogo é a guerra, de que estes homens e máquinas, todos virados para a estrada/trilha que divide a imagem em duas, de costas para o público, estão a caminho do segundo bloco de imagens. A construção desta sequência evidencia que o futuro só poderá ser atingido com os melhoramentos tecnológicos voltados para a guerra. Não há uma problematização de quais as consequências dessas descobertas, mas somos sim, convidados a comprar essa idéia de que o futuro se atinge pela batalha.
Sendo assim, o segundo bloco representaria o futuro. Não um futuro desconhecido, nebuloso, mas sim um projeto de futuro conhecido, que possui começo, meio e fim. Um futuro cronologicamente ordenado, que evolui progressivamente, melhorando cada vez mais, até se atingir o ápice da dominação do homem, o espaço.
As imagens desenvolvidas graficamente estão ordenadas, como eu adiantei, de forma cronológica. O conhecimento histórico é utilizado aqui para colocar cada monumento (Esfinge seguida por pirâmides, obeliscos, Partenon, Basílica de Santa Sofia, e outros, até os atuais Torre Eiffel, Empire State Building, torre de Seattle, estátua da Liberdade) de forma a obedecer a uma evolução tecnológica. Os dois grandes blocos de imagens são separados por um deserto, que, nessa visão teleológica de tempo, significaria o início, isto é, “O nada”. O homem foi evoluindo, os vários sujeitos do conhecimento, aos poucos descobrem, desvendam conhecimentos, tecnologias capazes de alterar a natureza. É a sequência destas descobertas, que têm uma origem (depois do “nada”), que dão a tônica do projeto de futuro: fazer com que o homem domine o universo.
O belo trabalho artístico feito nos monumentos corrobora para tornar natural a noção de progresso tecnológico. Esta noção de tempo linear é a mais comumente encontrada hoje no ocidente. Sabemos que nem sempre foi assim, e que diversas noções de tempo (cíclico, linear escatológico, convivência de vários tempos: de longa, média e curta duração e etc) foram formuladas. O próprio conceito de tempo, segundo as idéias de Nietzsche, é uma criação. Neste caso em especial, a noção transmitida é a de progresso científico natural do ser humano: se já fizemos tudo isso, por que não ir além?
Além é, alias, uma das palavras contidas no título do jogo: Beyond the Sword, algo como “para além da espada”. Esse título sintetiza o que dissemos sobre os dois jogos de imagens. Isto é, em primeiro plano, temos um conjunto de desenhos digitais muito parecidos com figuras humanas, que trajam e são acompanhados por diversos elementos futurísticos, tais como armas e robôs. Sua disposição de costas para o público, em direção ao fundo da foto da capa do jogo, demonstra que, para os donos deste jogo, a violência, a guerra é a principal alternativa para se avançar em direção ao futuro. Entretanto, o futuro proposto na pelos desenhistas já está dado, e é atrelado ao vivido pelo ser humano, pelo que estes produziram e desenvolveram. Em nenhuma das imagens do bloco que representa o futuro, há figuras de guerras, mas sim monumentos que são lembrados pela extrema engenhosidade necessária para desenvolvê-los. Ao serem alinhados de forma cronológica, trazem claramente a idéia de que o conhecimento necessário para construí-los fora sendo descoberto aos poucos, progressivamente até chegar a nós. Demonstra que, para além da espada, a engenhosidade humana evoluiu graças à tecnologia.

É-nos imposta a noção de tempo linear em direção a um progresso. E de que este progresso fora atingido pelos avanços tecnológicos, mas que a guerra tem e terá grande papel na história que virá. As belas imagens associadas à mais comum noção de tempo encontrada no ocidente, naturalizam uma História humana que não nos é dada, que não esta posta, prestes a ser desvendada. Essa construção temporal é constantemente utilizada para justificar inúmeros projetos de desenvolvimento tecnológico e bélico. Não há surpresas na história dessas pessoas, pois elas esperam que o futuro também não as tenha. A ciência histórica é colocada na rede de saberes como servindo sempre para explicar políticas adotadas, decisões tomadas, poderes reafirmados.

Nesse jogo de saberes somos levados a pensar nossa vida linearmente, em função de um progresso desejado, se possível cada vez mais cercado de tecnologias. Somos levados a acreditar que precisamos destes produtos, e dessas formas de relação entre povos, através da guerra sempre próxima.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Mais profundo impossível.

Muitas vezes eu falo em tratar os assuntos com mais profundidade, com melhores argumentos e de forma mais crítica, fugindo sempre do senso comum (a não ser, claro, em situações em que o senso comum seja mais adequado, como, por exemplo, falar de futebol em uma mesa com amigos).
Eis um exemplo de que assuntos aparentemente banais podem ser abordados com uma argumentação densa e crítica. Acho que há pontos debatíveis neste artigo que eu indico (de Paulo Costa Lima no Terra Magazine), mas vale a pena ler!
Atentem para o nome: "Toda enfiada" - em referência a um video que circulou a algum tempo na internet, sendo posteriormente alvo de reportagens em função do destino da personagem do video (uma professora de ensino infantil que foi mandada embora da escola na qual trabalhava, após ter sido filmada dançando de forma “sugestiva” em um show de Axé).
Quem diria que um artigo com este título poderia ser tão bom e suscitar tantas questões para debate?

Ah, o endereço:
http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3966671-EI8214,00-Toda+enfiada.html

Memória mais que seletiva!

Ando estudando pro mestrado...
Entre um livro de teoria e outro, leio alguns blogs sobre economia, política e esportes (meus temas prediletos).
Agora pouco li o blog do Diogo Moyses, no Terra Magazine (recomendo AMBOS). Ele faz uma bela análise da série de reportagens que o Jornal Nacional da rede Globo tem apresentado, e comenta brevemente sobre "memória", coincidentemente um dos temas das coisas que tenho lido.
Como não sei se posso aqui reproduzi-lo, eis o link:
http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3961899-EI14204,00.html

Para quem me conhece: EU DISSE!!!!!
Para quem não me conhece: compartilho das opiniões deste blogueiro, e já a muito tempo faço crítica parecida a esta emissora e seu "jornalismo".

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Quase um twitter...

Merda!!!
Acabei de escrever um post imenso sobre uma reportagem que achei que estava usando indevidamente a indefectivel ciêcia histórica (sim, história é ciência meus caros!!)...
Mas acabo de lê-la novamente e não há o erro que eu havia visto...
Ou mudaram...
Ou sou um idiota mesmo...
Prefiro confiar em mim!
Mas vai saber né!?

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Memórias...

Dia desses estava lendo uma revista chamada "Escola". Nela havia uma reportagem sobre a importância de se valorizar as histórias "fantásticas" contadas pelas crianças, em que ficção e realidade misturam-se indiscriminadamente.
Quase sempre achamos importante repreendê-las, pois "mentir é coisa feia". Porém, a matéria trazia vários especialistas afirmando que essa confusão entre real e imaginário é extremamente positivo durante a infância, e deve ser, inclusive, encorajada a prática de se contar histórias.
Ao adotar tal postura, não se corre o risco de criar um mentiroso, ou um assassino em potencial, mas um ótimo contador de histórias!
Pois é, no processo de desenvolvimento cognitivo, incentivar a criação e contar histórias para os pequeninos é extremamente importante para que a criança crie repertórios próprios de narrativas, articule melhor suas estruturas de oralidade e tenha a atividade mental estimulada.
Tudo isso para lembrar de uma coisa...
A ÚNICA vez que minha mãe foi chamada à escola foi no ano de 1992, quando eu estudava na Escola Municipal de Educação Infantil Helena Coutinho. Tinha 5 anos e estava no pré I.
Em uma conversa rápida na hora da saída, a professora (que já não me lembro mais o nome) perguntou à minha mãe se nós havíamos viajado recentemente.
Minha mãe prontamente afirmou que não, que havíamos ido apenas visitar parentes de meu pai no interior de São Paulo, na cidade de Osvaldo Cruz.
A professora demonstrou preocupação, pois eu, uma criança sempre muito quieta, havia demonstrado inusitada agitação em uma “roda de conversa”. Prática comum em pré-Escolas, a professora reunir os alunos em círculos para conversar sobre o final de semana – no meu caso, sobre as férias.
Em uma delas, eu contei, segundo a professora, que eu e minha família havíamos visitado o Havaí!
Pois é, a família Silva na paradisíaca ilha do Havaí!
Estranhando este fato – ou por pura curiosidade mesmo – a professora questionou minha mãe naquela ÚNICA conversa, sob o pretexto de preocupação com prováveis mentiras.
Imediatamente minha mãe caiu em gargalhadas e acalmou a professora dizendo que nós não havíamos ido ao Havaí, mas que durante a viagem, passáramos por um município do interior de São Paulo chamado Avaí. Provavelmente eu ouvira esta palavra e a associara à ilha famosa, contando inocentemente que fôramos para lá!
Quem não se lembra de histórias como essas contadas exaustivamente em encontros familiares?
São sempre gostosos esses momentos nostálgicos... Mas é também muito interessante entender e poder trazer para a nossa realidade algumas dos assuntos que lemos em revistas, livros ou artigos.
O mais engraçado é a forma que me lembrei dessa história: primeiro o fato da reportagem ter me impressionado, fazendo com que eu ficasse com essa idéia na cabeça; segundo, hoje, ao ouvir o programa CBN Esporte Clube, com Juca Kfoure, presencie a entrevista do meia Marquinhos do Avaí Futebol Clube, que obviamente me lembrou do fatídica acontecimento.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

n!

Pequena reflexão sobre história pra retor o blog pela ..... Ja perdi a conta de quantas vezes o retomei...

"A história é sempre parcial, porque o real é infinito, porque a inspiração da investigação histórica muda com a própria história." (Raymond Aron)

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Você é jornalista?

Não?
Eu também não...
Mas ao ler textos como este http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=3873 do professor de jornalismo Leandro Fortes, sinto que caso o fosse, faria de tudo para ser no mínimo parecido!
Chega a ser confortante saber que há pessoas que se preocupam em ter visões críticas dos assuntos, que se sentem a vontade em falar o que pensam, sem medo das possíveis consequências, e o que é mais empolgante, que possuem embasamento para o fazer.
A auto-reflexão que este jornalista faz de sua profissão e de seus colegas de trabalho é uma aula de pensamento crítico sobre a "categoria" (palavra péssima, mas não consegui pensar em outra melhor...) da qual ele faz parte, e sobre a sociedade na qual ele e seus companheiros estão imersos.
Recomendo não só para jornalistas... Mas principalmente para vocês.
PS. Deu, deu vontade sim de ser jornalista!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Velho Projeto.

Capitulo 1 - A construção
Sumiu!
Não consigo mais ver o peixe estranho - cumprido, coberto por escamas reluzentes de um verde escuro que pode-se confundir com o preto e duas "antenas" que parecem guiar seu caminho - que a horas acompanha nosso barco.Não consigo sequer saber que horas são, pois as nuvens cobrem o céu desde que acordei, mas suponho que seja entre nove e onze da manhã. A chuva que cai cobre o horizonte de todas as direções do barco. Não fosse a água batendo no casco do barco, deixando um rastro branco nas imediações, não saberia diferenciar se flutuávamos ou navegávamos.
Já faz sessenta e um dias que vimos terra pela última vez. Não havíamos ficado tanto tempo em mar aberto desde que partimos do nosso porto original. A tripulação não reclama, cada um realiza a tarefa para o qual foi designado, e ninguém nunca mais comentou o episódio de Visiliga. Eu sei o que cada um dos homens pensa, não preciso - e não quero - perguntar, basta observar expressão de medo nos rostos de cada um. Quanto a mim, o que sinto não me parece medo... Meus sentimentos se confundem, e assim como as imagens daquele dia, já não são mais tão nítidos. Entretanto, não sinto medo. Angustia! Angustia é o sentimento!
O encontro com os nativos de Visiliga mudaram o perfil de nossa viagem. Já não éramos mais meros exploradores em expedição de reconhecimento.
Os marinheiros, infinitamente mais experientes que eu - um homem de letras que a sorte e a inspiração resolveram abandonar a alguns anos - estes homens do mar, acostumados a beber e comer enquanto falam de monstros e acontecimentos sobrenaturais, que para muitos não passam de histórias bobas, estavam com medo por que havíamos visto aquilo que os visiliganos chamavam 'Beibarro'.
Eu sei, eu sei que a carta do John Cort, avó do nosso capitão, Henry Cort, deixava claro que não deveríamos aportar 'na terra onde os montes atacam', mas, como sempre, fomos convencidos pelo discurso encorajador do neto daquele que fora o primeiro europeu a chegar a Visiliga.
O desembarque aconteceu sem nenhum problema. Apesar da paisagem aterrorizante – aportáramos ao anoitecer – o local parecia desabitado, entretanto, havia tudo de que precisávamos: água, madeira e alguns frutos comestíveis. O capitão Cort estava à frente de quase tudo que fazíamos, desde as atividades mais simples, como coletar os alimentos, até as mais trabalhosas, como consertar o casco do navio. À praia seguia-se uma floresta densa - ao amanhecer veríamos que logo atrás da floresta, uns cinco quilômetros mata adentro, havia um rio, e desse rio formava-se um vale imenso, verde, todo verde, dos mais variados tons. Também ao amanhecer a empolgação do nosso capitão não mudara; dava ordens como nunca, fazia tudo com um o ardor de uma criança prestes a abrir um presente. Vê-lo desse jeito era bom, animava os homens, mas contrastara muito com o capitão Henry Cort que nos selecionara no porto de Dubai: um homem sério, imponente, seco, austero, que primara pela hierarquia e pela ordem em seu navio. Fora neste clima (estranho) de euforia que montamos nosso primeiro acampamento em Visiliga, uns dois quilômetros afastados da floresta, seguindo paralelo ao rio, no meio do vale.




Resolvi retomar um antigo post deste velho!Essa idéia que tive de construirmos uma história juntos foi uma das que mais me agradou, e eu realmente achei que daria certo. Entretanto, não vingou...
Inspirado pela retomada das postagens, resolvi tentar mais uma vez... a idéia é a mesma, está tudo ai de novo, não é necessário ir até o final deste blog para reler!! As "regras" estão aqui também.


Esse é o começo - 1ª parte do capitulo I de uma história que este blog ira desenvolver. Funcionará da seguinte forma: Eu começo o capítulo, assim como fiz com esse, deixando VÁRIAS perguntas a serem respondidas, vários elementos incompletos. A cada 3 comentários, cada um de uma pessoa diferente, eu termino o capítulo e começo um outro. Nesses comentários eu gostaria de respostas a algumas das questões em aberto, e sugestões para as lacunas deixadas. As seqüências serão feitas de acordo com os comentários. Essa não é uma história real. É uma construção coletiva. Não precisa ser do mundo dos homens. Não possui data definida. O personagem ainda não existe, deverá ser construído aos poucos. A história é uma narrativa em primeira pessoa, mas não há nada definido do que ira ser narrado. Tentarei escrever de um modo que a narrativa flua de forma agradável. Mas elementos que me agradem de acordo com meu estado de espírito serão largamente utilizados.
Espero muito que está idéia de certo!!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Watch out???

Leiam LITERATURA!!!!!!!!
VICIA!!!
MAS FAZ BEM PRA CARALHO!!!!!!!!!!

Watch out!!

Não joguem poker online!!!
Vicia!!!
....

O Retorno do Jedi!

A muito não posto no blog...
A mais de um mês...
Nada havia me motivado a escrever... Esse final de ano foi corrido e minha cabeça ficou cheia com o término da Iniciação Científica... Depois tentei deixá-la vazia um pouco, pra poder reenchê-la novamente!!
Não postei mais nada também, porque não achava que faria falta, e, no fundo, me desencantei pois comecei a pensar que ninguém mais o lia...
Até receber dois comentários: um cobrando e um me parabenizando por tê-lo mantido por tanto tempo!!!
De verdade, vocês dois me motivaram a voltar a postar!
Obrigado!!!!!
Que a força esteja com vocês!
E lembrem-se, o lado negro é sempre mais divertido...

sábado, 13 de dezembro de 2008

Let the seasons Begin

Acaba de acabar uma das obras mais belas que eu pude assistir até hoje!
A adaptação do texto "Dom Casmurro", de Machado de Assis, para a tv, com o nome "Capitú", foi, sem dúvida alguma, a coisa mais emocionante que eu ja assisti na TV!!
A história, o texto (que é o próprio texto do grande Machado!!), a fotografia, o figurino, os atores, a trilha...
AH a trilha!!!!
Certamente o elemento que mais me marcou!
Não sou crítico...
Posso não estar sendo crítico...
E daí?
EU gostei... E MUITO!
Deixo aqui minha impressão...
E vc? Assistiu? Gostou?

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Em nome da cultura nacional...

Faz me rir!!!
Alguém viu que foi aprovada uma lei que restringe o número de meias-entradas para 40% do total dos ingressos disponíveis dos eventos?
Com a justificativa de que, assim, os produtores poderiam abaixar os preços normais, toda a classe artística compareceu à votação no senado que aprovou a lei.
Agora vamos às perguntas obviais:
Alguém aqui realmente acredita que os ingressos vão ficar mais baratos??
Alguém aqui realmente acredita que eles fizeram isso em nome da cultura nacional??
Alguém aqui acredita em papai Noel??
E quem estava lá? Liderando os salvadores da "cultura".... O capitão Nascimento!! Meu Herói!!!! Agora te adoro mais do que nunca!!!!

Faz me rir!!!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

RUGBY!!!!

Pros milhares de leitores do meu blog, eu indico a leitura desta reportagem!!!!!
Fala do RUGBY no Brasil!!!! O Esporte mais legal do mundo!!!!
http://www.rugbymania.com.br/2009/ver_noticia08.asp?codigo=1706
Leia e joguem!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Para pensar...

Pensamento de Epicuro, filósofo grego do século IV a.C.

“Deus ou quer impedir os males e não pode, ou pode e não quer, ou não quer nem pode, ou quer e pode. Se quiser e não pode, é impotente: o que é impossível em Deus. Se pode e não quer, é invejoso: o que, do mesmo modo, é contrário a Deus. Se nem quer nem pode, é invejoso e impotente: portanto nem sequer é Deus. Se pode e quer, o que é a única coisa compatível com Deus, donde provém então a existência dos males? Por que razão é que não os impede?”

E ai?

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Parabéns!!!

Vocês com certeza notaram que hoje é aniversário de uma das maiores criações da natureza...
Bom, eu não devia nem duvidar disso...
Eu gostaria de agradecer às forças do Universo pela criação..
Falar que nunca vi algo assim antes!!!!
Poxa, é uma data tão importante que deveria entrar para o calendário mundial!!
Ou pelo menos ter um comentário na Wikipedia vai!?
Bom... esse é um post pra comemorar o aniversário...

Do meu BLOG!!!!!!!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Ops... Esqueci!!

"Remember, remember
the fifth of November,

the gunpowder treason and plot.

I know of no reason why the gunpowder treason

should ever be forgot."

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Sociedade Protetora dos Animais!

É lindo ver como a elite e a classe média paulistanas preocupam-se com o meio ambiente!
A última demonstração desse amor pelo planeta aconteceu domingo, dia 26/10.
Enquanto a maior parte do Brasil tentava dizimar uma espécie já em extinção, os herdeiros dos bandeirantes defenderam com unhas e dentes e conseguiram salvar a última espécie de uma raça considerada como peste por alguns (casada e estirpada na maior parte do país)...

Mas não aqui! Não na terra do café! A locomotiva do Brasil!!

Parabéns cidade de São Paulo, mais uma vez me fizeram chorar (de emoção?)!

(Site MUITO BOM, acessem!!! Peguei a imagem de la, não sei se podia, espero não estar comentendo nem crime federal que me possa gerar alguma multa!!)

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Humildemente!

Vou apelar neste post!
Apelar para o sentimentalismo...
Quem realmente gosta deste que por aqui vos fala, por favor, "perca" (não se preocupe, você vai ganhar na verdade!!) 10 minutos de seu tempo para ler este ótimo texto! Fonte confiabilíssima:
http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=2494

Obrigado, e que Vishna os guie por onde quer vocês pretendam trilhar seus caminhos.

domingo, 19 de outubro de 2008

Alfabeto!

Número 2!
Um número mágico para alguns... (bom, pelo menos pra mim é!)
Ele define dicotomias, binômios, maniqueísmos...
Coisas que tenho escrito contra aqui neste blog!
Mas se o número 2 nos remeter a grandes duplas, como por exemplo arroz e feijão, Jonny Cash e June Carter, Batman e Robin, Tico e Teco, α e β, eu acho que são extremamente válidos!!
Este número torna-se especial pra a (minha) História!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Olha aqui!

Eu já falei isso algumas vezes aqui no blog, e agora vou poder provar!
Eu escrevo e penso essas coisas que posto aqui, muito em função de minhas leituras e conversar nas faculdades (História e Educação)... Hoje pela manha acabei de escrever este post abaixo, chamado Ad libitum... Agora a tarde, ao ler um texto da matéria Didática, encontro a seguinte fala:

"...la educación forma parte del proceso de iniciación de los chicos y de las chicas en aquello que caracteriza la civilización humana, la conversación. Una conversación que se inició en un bosque primitivo y que se ha ido articulando a lo largo de los siglos. Educar es el proceso que nos inicia en esta conversación, a través de la cual aprendemos a reconocer las distintas voces (la nuestra, la de los otros, la de la historia) y a través del cual adquirimos los hábitos intelectuales y morales para continuarla."

Tivesse lido isso antes de escreve meu post, seria praticamente plágio!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Ad libitum

Eis o Lugar-comum dos Lugares-comuns, o Clichê dos clichês:

"Futebol, política e religião não se discutem"

Você já deve ter ouvido tal expressão, e, muito provavelmente, ela faz todo sentido pra você.

Num primeiro olhar, tal dizer realmente faz sentido! Entretanto, pensemos um pouco mais sobre cada um de seus elementos...

Futebol não se discute???

O que podemos discutir então?? Novela das 8?? Pantanal?? Fala que eu te escuto???

Uma das coisas mais agradáveis de se fazer numa roda de amigos é conversar sobre futebol! Discutir esquemas táticos, xingar jogadores "mercenários", técnicos "burros" e juizes ladrões...

E política? Não conversar e discutir sobre política, sobre questões sociais, raciais, étnicas, de gênero, ou seja, não falar sobre assuntos que dizem respeito às nossas vidas públicas, que está intrinsecamente ligada as nossas vidas particulares, é uma idiotice tão grande, que não penso haver argumentos razoáveis para alguém acreditar nisso! É como se não quiséssemos um mundo melhor, pois este a cada dia fica mais desigual, mais inabitável (o seria totalmente não fossem nossas razões pessoais para ficar e tentar melhorá-lo de alguma forma...)

Religião pode parecer, a princípio, o mais delicado de todos, pois envolve crenças e tudo mais... Mas é exatamente neste ponto em que surge a solução:

"Religião se discute sim, o que eu não discuto é FÉ!"

Foi a frase que eu ouvi dia desses saindo da boca de um professor de história, que eu pude acompanhar em um estágio. Essas palavras foram as principais motivadoras deste post!
Não só para a religião essa premissa é válida.
A palavra chave aqui é TOLERÂNCIA. Quando se discute, não se tenta impor nada a ninguém... Em uma discussão apresentamos nossos argumentos, ouvimos o OUTRO e, em minha opinião, não devemos tentar convencê-lo de nada, muito menos fazer com que ele pense como nós!
O que as discussões/conversas têm de mais valiosos é exatamente a existência de idéias opostas. Sendo este momento uma espécie de fronteira, onde os diferentes se encontram e dialogam, surge daí uma oportunidade única: é a chance de refletirmos mais profundamente sobre pontos de vista diferentes dos nossos... é um espaço onde nascem novas idéias, em que conceitos são destruídos e reconstruídos em novos moldes, ajudando a nos tornar pessoas mais críticas.
Ou seja, caso haja respeito com a idéia do outro, mas sem apatia, sem falso moralismo; caso seja um LOCUS crítico, TUDO pode ser discutido, e NADA deve ser drespesado.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

"I want you to use all your powers and all your skills"

"Don't take sides with anyone against the family again. Ever"

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Sem Título

"Conhecer a si mesmo é inútil, parece,
Mas sempre diverte um pouco...
Coisa assim como um louco que tivesse
consciência de que é louco."
(Mario Quintana, In: Espelho Mágico) [1] em [2] p. 218, XLII.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Alteridade.

Você conhece alguma palavra mágica?
Não daquelas que tenham poderes sobrenaturais, que possam fazer aparecer coisas, ou que possuam alguma carga místico-religiosa...
Mas sim uma palavra que sirva pra falar de qualquer assunto, que se encaixe em qualquer disciplina, que não importa quem a use, ela tomará um sentido positivo, seja lá qual for o uso que a pessoa fará dela!
Essa palavra é Alteridade.
Para você pensar em si, para você conseguir fazer uma auto-reflexão, você, inevitavelmente, terá de pensar o seu(s) Outro(s)... Não há como pensar sua comunidade (família, amigos da faculdade, amigos do trabalho, etc...) sem olhar para a(s) Outra(s)! E assim por diante!
Isso é alteridade: é o ato de nos definirmos a nós próprios através de nossos olhares para os outros!!
Tudo isso pra dizer que: está tentando resolver algum problema?? A resposta, provavelmente, está logo ali... "Coisas inesperadas e inexplicáveis estão o tempo todo ali!" (K, Bolota. "O perfil de um peixe" In.: Imensidão Azul. São Paulo, 2008)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Peixe fora d'água...

Já repararam que a maioria dos meus posts tem a ver, de alguma forma, com água?
Eu reparei a algum tempo... E não me esforcei para mudar!
É natural, não é proposital - pelo menos não o era até eu perceber!
Gosto de metáforas com este elemento...
Devo ter sido um peixe em outra vida!
Adoro nadar!
Prefiro continuar dentro d'água,
e ficar com o meu cardume!
Estou certo que há peixes extremamente especiais aqui!

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

MEA CULPA!

Farei um Mea Culpa aqui.
Já não escrevo mais neste blog como costumava escrever...
Já me cobraram postagens novas, e com razão... Se fizermos uma média de postagens por mês, não devo ultrapassar 2, no máximo, 3!
Porém, se analisarmos bem, há um periodo na existência deste blog que possui uma fraquência muito maior de textos publicados...
E, se analisarmos com um olhar ainda mais aguçado, ele (o período) está diretamente ligado um determinado período da minha vida...
Em outras palavras, o que quero dizer é que há ciclos neste blog, momentos específicos que podem ser analisados pelas suas rupturas e permanencias... Basta olhar com um pouco mais de cuidado... Podendo inclusive ser feito um mapa de meu estado de espírito!
Se eu assumi que estamos em um novo ciclo, o de "não postagens", acho que é indicativo de algo, pelo menos naquele fator que eu considerei como essencial para a influência na produção escrita do Velho Bruno...

domingo, 24 de agosto de 2008

Imagino, logo...

Bruxaria é um assunto que tem tudo a ver com imaginação, fantasia, mitos... Assuntos opostos a essa racionalidade louca e desenfreada que me assusta um pouco!
Não me refiro à essa bruxaria mais “técnica”, Wicka e sei lá mais o que – assunto que não domino, nunca li nada a respeito, também nunca conversei a fundo com alguém que entendesse.
Estou falando de bruxaria em um sentido literal, essa coisa de feitiços, poções, encantamentos...
Encantamento é a palavra!
Tem tudo a ver com imaginação...
Imaginar é preciso!
Encantamento que pra maioria das pessoas, inclusive para mim, tem um sentido positivo, fato atestado pela onde de “bruxas” e assuntos relacionados, que tomam conta de alguns setores da cultura pop!
Todo mundo tem uma bruxa favorita, predileta, que lhe enfeitiçou... Maga-Patalógica, Jeannie (de Jeannie é um Jennio), alguma das várias de Salém... Sei lá!
Eu tenho a minha! E você, já escolheu a sua?
Já foi encantado hoje?

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Ouça...

...o conselho de um velho:
- Deixa estar meu filho... Deixa estar!

...o conselho de um estóico (ou de um árcade, depende de seu gosto):
- Carpe diem... Carpe diem!

...o conselho de um beatlemaniaco:
- Let It Be... Let It Be!

Ouçam e pratiquem! Faz bem!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Vilão! É Vilão Porra!

Não foi a primeira vez que eu vi alguém chamar um vilão de "anti-herói".
Essa confusão é normal, e os especialistas no assunto comprovam isso!
(Leia o artigo "O nascimento do herói e do anti-herói: de Édipo a Blade Runner", de Antonio Marques da Rosa, no site http://www.celg.org.br/revista_2006.pdf#page=58)
Mas a última que eu li passou dos limites:
Uma foto do Coringa e acima escrito "O triunfo do anti-herói". (http://g1.globo.com/ É uma chamada, pode não estar mais lá...)
Ah, perai!
Você se perguntar se Jack Sparrow é ou não é Heroi, tudo bem! Ou, sei lá, se você gosta do Dr. House, mas discorda de algumas atitudes dele, dificultando caracterizá-lo como herói ou anti-herói, "vá lá"!
Mas, chamar o MAIOR vilão dos quadrinhos, a personificação do "medo de palhaço" de TODO MUNDO (não só das crianças...), de Anti-Herói, só por causa da situação envolvendo o ator (Heath Ledger) que o interpretou no último filme do Batman ("O cavaleiro das Trevas") - que morreu logo após o término das filmagens, e, de certa forma, criou um laço afetivo entre ESTE personagem e o grande público -, isto é, chamar o CORINGA de Anti-Heroi é o mesmo que chamar, mutandis mutatis, Michel Jordan de jogador de Beisebol.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Contos...

"As intenções do autor não importam, o que NÓS achamos em um texto É o que texto DIZ."
Li isso ontem, em meio a Homero, Estóicos, alegorias e, claro, Estrabão.
Porém, não pude deixar de notar sua aplicabilidade (palavra horrível, mas não achei outra melhor...) para outras situações, digamos, mais “mundanas”...
Nós não escrevemos nossas próprias histórias,
Nós as lemos!
Mas isso não tira nosso poder de ação;
Não nos torna passivos, sem opção;
Muito pelo contrário!
Importa, de fato, o sentido que damos ao que está escrito!
Eu leio contos novos...
Com belos castelos, personagens novos, terras distantes e grandes batalhas...
Acho que gosto da interpretação que ganha forma na minha mente (perturbada?).

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Os intestinos de...

Bom, posicionar-me-ei sobre os acontecimentos recentes no Brasil.
Tenho acompanhado tudo de perto através destes ótimos sites:
http://www.cartacapital.com.br/app/index.jsp
http://terramagazine.terra.com.br/index.html
http://www.paulohenriqueamorim.com.br/forum/Default.aspx
E acho muito interessante seus conteúdos... Tudo que eu penso sobre esse caso é em função do que eu ali existe.

Viva a polícia Federal!

terça-feira, 8 de julho de 2008

Amianto, parte II.

Bom, eu falei sobre, mas o site do Luiz Carlos Azenha falou mais (e melhor) ainda!!!!
http://www.viomundo.com.br/denuncias/conceicao-lemes-aldo-vicentin-mais-uma-vitima-do-amianto/

Seu Aldo Vicentin, amigo de meu avô!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

LEIR - Laboratório de Estudos sobre o Império Romano!

O que você sabe sobre Roma?
Já pensou em estudá-la na faculdade, ou mesmo na escola?????
O LEIR é uma tentativa de fazer crescer os estudos sobre esse o Império Romano no Brasil, com uma proposta inteiramente nacional, sem se prender a modelos internacionais.
Visita o site
http://www.leir.ufop.br/
É muito interessante:
Há informações sobre eventos, grupos de estudo e ótimos textos sobre fontes para se estudar o Império Romano em todas as suas peculiaridades e sua extrema relevância!!!
PS. O texto sobre Estrabão é MEU!!!!

ABREA - Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto!

Você sabe o que é Amianto?
Olhe para a sua caixa-d'água... Ela é de plástico? Se não for, muito provavelmente ela é feita de Amianto, "uma fibra mineral natural sedosa que, por suas propriedades físico-químicas(alta resistência mecânica e às altas temperaturas, incombustibilidade, boa qualidade isolante, durabilidade, flexibilidade, indestrutibilidade, resistente ao ataque de ácidos, álcalis e bactérias, facilidade de ser tecida etc.), abundância na natureza e, principalmente, baixo custo tem sido largamente utilizado na indústria". Esse mineral é cancerígeno, e está muito perto de você!!!
Há um grupo de pessoas, muitas delas doentes por exposição e/ou contato com esse produto, a ABREA, que luta pela proibição da utilização do Amianto!
Visitem o site
http://www.abrea.com.br/
Há uma espetacular explicação do que é e o que causa o Amianto (ou Asbesto), notícias e muitas outras informações!!!!!!
Isso não é brincadeira! Essa coisa mata!
PS. Meu avô participa ativamente da ABREA!!!! Força Vô!!!!!!!!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Peixe grande.

Era uma vez, em um rio muito, muito distante, um Peixe.
-Um peixe? Não deveria ser uma princesa?
-Calma, essa história é sobre um peixe, mas também há um "que" de contos de fadas...
Este peixe era chamado de Peixe, pois um peixe ele era.
O peixe era um excelente contador de histórias: sua especialidade eram as histórias antigas, mas também conhecia muitas outras sobre monstros, fadas, duendes... Histórias tristes, histórias engraçadas, algumas assustadoras, outras apaixonadas...
Mas sobre essas últimas já não contava mais...
Não Sabia, ou melhor, não lembrava...
"Como eu posso contar histórias de amor", dizia ele, "se o meu já não tenho mais?"
Essa história, o peixe só contou uma vez, para um pássaro amigo seu.
Assim como nos contos de fadas, os animais conversam com as pessoas, e interagem com elas.
O peixe, que vivia em um lindo e isolado rio aos pés da montanha mais alta, onde ficava o mais belo castelo do norte do reino, apaixonou-se pela princesa deste castelo que ia todos os dias passear nas margens de sua "casa".
Novamente, como em todos os contos de fadas, a princesa apaixonou-se pelo peixe, que a conquistara com suas fantásticas histórias sobre tempos imemoráveis de terras mágicas e longínquas.
Entretanto, diferente de todos os contos de fadas, o peixe não se transformou em príncipe com o beijo da princesa.
Não!
O peixe sempre foi peixe e a princesa sempre princesa.
Um belo dia, agora sim, como nos contos de fadas, a princesa não dormiu como a Cinderela, nem comeu uma maça enfeitiçada como a Branca de Neve, ela simplesmente...
O peixe não se lembra!
Ele disse que não contava mais esse tipo de histórias, porque já não lembrava mais a sua.
A princesa, de uma hora para a outra, sumiu.
O peixe não sabe contar essa história...
A princesa pode ter virado peixe após comer uma maça, ou mesmo ferir o dedo em uma agulha.
"É bem provável", lamenta o peixe.
Dessa forma, ele não conseguiria reconhecer, ou sequer, encontrar sua princesa...
Porque já não é mais princesa. "Não é mais 'Primus inter pares' ", explicou o peixe.
"É só... 'pares' ".
Ou melhor, só peixe.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

O que é isso?

- É o caos!!
- Não, não! É a minha cabeça mesmo...

sábado, 28 de junho de 2008

Só pra lembrar...

"Uma coisa é o recorte de tempo em que algo se passou, outra coisa é a narrativa construída sobre esse recorte, cuja lógica é diretamente pertinente ao tempo de sua produção enquanto narrativa e não ao tempo original do acontecimento."
Sonia Regina Miranda, citando Keith Jenkins, em "O livro didático de história hoje: um panorama a partir do PNLD"

Música Vicia??

Há uma música chamada Baba Yetu ("Pai Nosso", em Suahili), que é tema do jogo Cicilization IV, composta por Christopher Tin, um famoso compositor de trilhas.
Eu gosto dessa música pra car....
Pois bem, esse meu gosto me levou a acessar o site deste senhor e ouvir outras trilhas compostas pelo mesmo...
E foi então que eu a ouvi pela primeira vez...
Uma música hipnotizante!!!!! É inexplicável....
Ela se chama "Aloha, Lovey and Jerry!"
Ta nesse site
http://christophertin.com/samples.html
Ouçam e me digam se eu estou enganado...

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Ótimo Texto!

Uma amiga, Débora, me mandou um texto falando: "Lê, vê como é bonito!!!".
Li!
Muito Bom MESMO!!!!!
Gostaria de compartilhar com vocês!
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG61385-5991-288,00-UM+WORLD+TRADE+CENTER+NO+MEU+CORACAO.html
E o mais impressionante de tudo: a autora!!! Reparem em quem escreveu... Vocês iram se surpreender...

segunda-feira, 16 de junho de 2008

"Big River"

Pensei em uma ótima metáfora com um rio...
Mas não vou postá-la,
Vai ficar muito óbvio.
Vocês já leram o segundo post deste blog???????
Acabei de relê-lo!
Foi engraçado, dei várias risadas!!!!
"este não será mais um monte confissões e bla bla blas"
Será????
"O tempo passa!!!" (Fiori Giglioti)

sexta-feira, 13 de junho de 2008

A Velha história.

Uma coisa que agente aprende em História (pra quem não sabe, eu sou aluno de graduação de História - Bacharelado e Licenciatura) é olhar pro passado para poder, de alguma forma, pensar o presente.
E eu faço isso sempre que posso - pra tudo!
E eu tenho analisado muito, ultimamente, uma conjuntura específica. Eu já a discuti com outros historiadores, e eles me ajudaram a pensá-la de maneiras variadas, chegando a algumas conclusões - sempre parciais, tendo em vista que a história, seja ela qual for, não pode ser apreendida totalmente por quem quer que seja (De Certeau, Foucault e etc...).
E se estudamos história para tentar entender de alguma forma o presente - não como "Magistra Vitae", e sim como compreensão de si através do olhar pro outro -, tenho medo de que a actual conjuntura possua algumas permanecias indesejáveis.
O panorama que se forma em minha mente (perturbada?) me deixa muito triste...

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Parabéns Sport!!!!!!!!

Venceu o melhor!
Venceu o Time Grande!
Venceu o Time da Primeira Divisão!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Que horas são?

Acho que antes de escrever sobre o que eu realmente quero com esse blog, devo fazer uma breve introdução.

Para aqueles que me conhecem e não sabem o que eu pesquiso, e para aqueles que não me conhecem - Prazer, meu nome é Bruno, e você está no meu blog! - vou falar um pouco sobre minha pesquisa na área de História Antiga.

Eu pesquiso a chegada de Roma na Península Ibérica e o contato deste povo com os já lá existentes. Tudo isso segundo a visão de Estrabão, um geógrafo grego da passagem do século I a.C para o I d.C. Tudo isso para dizer que...

Estava eu a ler Estrabão dia desses quando me deparei com uma passagem que me chamou muito a atenção. Vou reproduzi-la aqui e depois comento. A tradução é minha, feita do inglês, que por sua vez foi feita do grego por Horace Jones.

Livro 3, capitulo 1, parte 5 (não, não é a Bíblia!)


"As afirmações de Artemidoros estão postas e nós podemos acreditar nelas. Mas as histórias que ele nos conta, que são baseadas nas tradições locais, não merecem crédito. Por exemplo, é comum a população dizer, segundo Poseidonius, que nas regiões ao longo da costa do oceano (Atlântico) o sol é maior quando se põe, e que se põe com um barulho quase como se o mar estivesse chiando ao extinguir-se no momento de sua queda às profundezas. Mas, afirma Poseidonius, isto é falso, assim como a afirmação de que a noite cai instantaneamente após o pôr-do-sol; senão que após um breve intervalo, assim como na costa dos grandes mares. Para as regiões onde o sol se põe atrás das montanhas, ele diz, a luz do dia perdura depois de oculto o sol, por conta da luz indireta deste; mas na costa não há intervalo considerável, se bem que a escuridão não ocorre no mesmo instante, não demora tanto quanto nas grandes planícies. E, ele acrescenta, a impressão visual do tamanho do sol que se tem no amanhecer e no crepúsculo ocorre porque da água se eleva nestas ocasiões uma grande quantidade de vapor; isto é, os raios visuais, passando por esses vapores como se passassem por lentes, se refratam, e por isso a imagem parece maior, como acontece quando o sol e a lua, ao nascer ou ao pôr-se, são vistos através de neblina seca e fina, nestes casos os astros aparecem algo rosados. Ele convenceu-se, conta-nos, da falsidade destas afirmações quando, durante sua estadia de trinta dias em Gades, pode observar os pores-do-sol. Entretanto, Artemidoros diz que o sol põe-se uma centena de vezes maior que o usual, e que a noite cai instantaneamente! Porém, se nos atentarmos somente às suas declarações, nós seremos obrigados a acreditar que ele mesmo não viu esses fenômenos no Cabo Sagrado, posto que ele mesmo afirma que ninguém pode ficar neste local à noite; e como a noite sucede o dia, não podia permanecer lá após o crepúsculo. Tão pouco pode vê-los em qualquer outro ponto do Oceano (Atlântico), pois Gades está na costa deste, e Poseidonius e muitos outros atestam o contrário.”


Traduzi este texto, pois, deixando de lado quaisquer outras interpretações e questionamentos sobre este trecho, ele me pareceu muito singelo no que diz respeito às diferenças das noções de tempo de um homem contemporâneo (a nossa noção) – pós-revolução industrial, pós-internet, e pós sei lá mais o que – e de um homem do século II a.C. (Poseidonius)
Como é interessante a forma de ele refutar as afirmações do outro filósofo: ele passa trinta dias observando os crepúsculos!!!!!
Você se lembra da última vez que fez isso (observar UM pôr-do-sol)? Ou teve tempo de fazê-lo? Ou quis fazê-lo?
Você teria paciência para tal?
Assistir às marés para analisá-las melhor, observar as estrelas para orientar-se. Estes e outros gestos quase não se vêem mais.
Não estou sendo saudosista – e não poderia sê-lo, pois não vive nesta época (bom, pelo menos eu acho que não...) –, só estou tentando apresentar essas diferenças para que possamos pensar um pouco o nosso dia-a-dia.