Finalmente um assunto sério! Uma coisa que eu sempre falo sobre quando a conversa com alguém passa do "quem marcou o segundo gol do Palmeiras" para algo do gênero "E essa coisa do Petróleo, hein?!": a consciência critica.
Se eu aprendi alguma coisa na Faculdade esses 3 anos - para aqueles que não me conhecem eu estou no III ano de História na USP -, e eu aprendi de fato, isso foi só um recurso lingüístico pra da ênfase no meu argumento, enfim, se eu aprendi alguma coisa foi ser critico.
No começo a critica não era bem critica, era mais uma ferramenta para eu poder criticar certos setores da sociedade, isto é, era um instrumento para eu poder por em pratica todo meu ideário esquerdista contra a direita assassina!
Pois bem, e veio a idade! Ou melhor, e veio a critica à minha critica. Eu comecei a questionar meus métodos de analise, e a escutar e ler coisas que me fizeram repensar a simples dicotomia que era meu senso crítico. O principal fator que corroborou com essa mudança foi minha em Historia Antiga, isso mesmo, HISTÓRIA ANTIGA!!! Explico.
O estudo da historiografia sobre a antiguidade clássica, mais precisamente sobre Roma, me fez ver o quão vazia é uma analise de uma sociedade baseada em sistemas pré-definidos, onde complexidades riquíssimas são "esquecidas" em detrimento do estudo de certos tipos.
Ou seja, o que começara como critica dicotômica, assume agora (e muito provavelmente, eu espero que, será aperfeiçoada) uma espécie de consciência critica complexa - espero que não interpretem como arrogância as palavras até aqui, pois em nenhum momento me pretendi "dono da razão" ao ser crítico, muito pelo contrário.
Após essa breve exposição sobre MINHA consciência critica, gostaria de falar algo sobre o que eu penso sobre a consciência critica dos outros.
Claro que não vou julgar, não sei fazer isso, não sou qualificado para tal, nem quero sê-lo ou fazê-lo! Só alguns pensamentos:
Que mal faz um pouco de originalidade? Que mal faz um pouco de birra? Que mal faz ser um pouco (ou muito no meu caso) chato?
Eu acho que ao se assistir a um jornal, ao se assistir a um jogo de futebol, ou ao dançar em uma "balada", que mal pode haver em ser original? Original ao ponto de olhar bem à cara do repórter e pensar (saindo do transe das imagens da TV): "Será que esse cara ta falando a verdade?" - original no sentido de fazer diferente do que se está acostumado a fazer, do que seus amigos estão acostumados a fazer. Original ao ponto ler mais sobre o assunto, antes de sai por ai falando "lugares-comuns" futebolísticos, do tipo: pênalti é uma caixinha de surpresas! Original ao ponto de pensar ao dançar junto de algumas centenas de pessoas: "por que todo mundo pula e dança igual?"; ou então "por que todo mundo não dança mais como dançava, sei lá, Fred Astaire?".
Percebam que eu não critico esse ou aquele ponto de vista (e isso já é uma grande evolução pra mim!); eu estou tentando me concentrar na critica à não critica - eu ainda fico um pouco receoso de falar neste assunto, mas só quem assistiu à aula do Profº. Nicolau Sevcenko sobre romantismo sabe do que eu estou falando.
Por enquanto, vale mesmo o que está ai escrito!
Pronto, o primeiro assunto sério do Blog, entretanto isso não significa que esta temática será preponderante no "velho", assuntos interessantes também estarão presentes!
PS. Eu ainda não gosto da Direita!!!!!!!!!!!!!!!!!! (Só uma recaida, ja passou...)
Um comentário:
Sinto você deixando o lado negro da força canhota hein!
Formular suas próprias opniões às vezes é uma tarefa muito fatídica para algumas pessoas. Crer em William Boner é mais fácil e economiza neurônio!
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