terça-feira, 25 de agosto de 2009

Memórias...

Dia desses estava lendo uma revista chamada "Escola". Nela havia uma reportagem sobre a importância de se valorizar as histórias "fantásticas" contadas pelas crianças, em que ficção e realidade misturam-se indiscriminadamente.
Quase sempre achamos importante repreendê-las, pois "mentir é coisa feia". Porém, a matéria trazia vários especialistas afirmando que essa confusão entre real e imaginário é extremamente positivo durante a infância, e deve ser, inclusive, encorajada a prática de se contar histórias.
Ao adotar tal postura, não se corre o risco de criar um mentiroso, ou um assassino em potencial, mas um ótimo contador de histórias!
Pois é, no processo de desenvolvimento cognitivo, incentivar a criação e contar histórias para os pequeninos é extremamente importante para que a criança crie repertórios próprios de narrativas, articule melhor suas estruturas de oralidade e tenha a atividade mental estimulada.
Tudo isso para lembrar de uma coisa...
A ÚNICA vez que minha mãe foi chamada à escola foi no ano de 1992, quando eu estudava na Escola Municipal de Educação Infantil Helena Coutinho. Tinha 5 anos e estava no pré I.
Em uma conversa rápida na hora da saída, a professora (que já não me lembro mais o nome) perguntou à minha mãe se nós havíamos viajado recentemente.
Minha mãe prontamente afirmou que não, que havíamos ido apenas visitar parentes de meu pai no interior de São Paulo, na cidade de Osvaldo Cruz.
A professora demonstrou preocupação, pois eu, uma criança sempre muito quieta, havia demonstrado inusitada agitação em uma “roda de conversa”. Prática comum em pré-Escolas, a professora reunir os alunos em círculos para conversar sobre o final de semana – no meu caso, sobre as férias.
Em uma delas, eu contei, segundo a professora, que eu e minha família havíamos visitado o Havaí!
Pois é, a família Silva na paradisíaca ilha do Havaí!
Estranhando este fato – ou por pura curiosidade mesmo – a professora questionou minha mãe naquela ÚNICA conversa, sob o pretexto de preocupação com prováveis mentiras.
Imediatamente minha mãe caiu em gargalhadas e acalmou a professora dizendo que nós não havíamos ido ao Havaí, mas que durante a viagem, passáramos por um município do interior de São Paulo chamado Avaí. Provavelmente eu ouvira esta palavra e a associara à ilha famosa, contando inocentemente que fôramos para lá!
Quem não se lembra de histórias como essas contadas exaustivamente em encontros familiares?
São sempre gostosos esses momentos nostálgicos... Mas é também muito interessante entender e poder trazer para a nossa realidade algumas dos assuntos que lemos em revistas, livros ou artigos.
O mais engraçado é a forma que me lembrei dessa história: primeiro o fato da reportagem ter me impressionado, fazendo com que eu ficasse com essa idéia na cabeça; segundo, hoje, ao ouvir o programa CBN Esporte Clube, com Juca Kfoure, presencie a entrevista do meia Marquinhos do Avaí Futebol Clube, que obviamente me lembrou do fatídica acontecimento.

2 comentários:

Unknown disse...

Amor eu acho que vc tem uma vontade inconsciente de dançar a "ula" e surfar no Havaí! Eu juro que te levo, aahhahahhaha!
Tá parecendo eu pegando palavras e confundindo histórias, a diferença é que eu ainda faço isso hahaha
Ti amo,lindo...Bjaum

Rafael disse...

Pelo menos você não conotu que entrou na toca do coelho branco e se viu tomando chá das 6 com um chapeleiro maluco e uma lebre de março!